sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Oferta do dia para os viajantes de plantão!

Pra quem ainda não decidiu pra onde vai no Natal ou Ano Novo, o Grupon - http://www.groupon.com.br – está com a oferta de 2 diárias para dois no Viverone Hotel Bento Gonçalves + Espumante + Visita à Vinícola Aurora + Mini curso de Desgustação de Vinhos de R$808 por R$308.

Válido para compras HOJE




Outra dica de site com promoções para viajar é o www.viajanet.com com cruzeiros a partir de U$261,00.

Viajar

“O mundo é um livro, e os que não viajam acabam lendo só uma página”
Santo Agostinho.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pra animar - Uma dança pelo mundo

2º Mandamento


Nada é tão fácil na vida, e não é apenas com um passo que se chega à algum lugar, ou seja, aqui são no mínimo 10 passos, e você está apenas no segundo. E ai você me pergunta: se eu já escolhi pra onde eu vou o que falta???
E eu respondo: TUDO!!! Aliás, quase tudo, porque pelo menos você já tem pra onde ir. Mas vamos ao 2º mandamento:
2º - Por que viajar?
Tá aí uma boa pergunta: Por que deixar seu lar doce lar, a comidinha da mamãe, seus amigos, sua cidade, seu bairro, seu shopping, seu parque, seu carro, sua rádio, sua novelinha preferida, sua balada de toda sexta e sábado pra se aventurar pelo desconhecido???  Te peguei agora não??? O choque foi grande??? Não se preocupa, você vai se refazer dessa e não vai desistir de viajar, eu garanto.
Primeiro eu vou dar a resposta de um viajante ilustre, Amir Klink, e se essa não te convencer o por quê de botar o pé no mundo, nem me atrevo a tentar. Lá vai:
“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”
Tá bom pra você? Pra mim tá ótimo, e se não fosse pra terminar este texto eu mesma já estaria fazendo meus planos de viagem e com a mala pronta.
A gente viaja pra ver o diferente, e pra ser diferente, já diria a grande Martha Medeiros “quando viajamos, nunca parecemos muito conosco”. É isso que procuramos, fugir de nós mesmos, sermos diferentes de nós mesmos, acrescentar a nós mesmos. Nunca voltamos iguais, comparamos, amamos e odiamos, refletimos e aprendemos, nunca voltamos intactos. Viajar transforma.
Resumindo a ópera, só encare uma viagem se puder sair da sua zona de conforto e puder encarar sua própria mudança!
3º Mandamento à vista, continuem aguardando!

Clip que inspirou o nome do Blog

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dicas - Os 10 mandamentos do viajante - 1º Mandamento

Pois então guys, antes de eu começar a despejar dicas para vocês colocarem o pé na estrada, no carro, no avião, no trem ou no ônibus (e vale até bicicleta), é interessante mencionar que eu não sou apenas uma viajante apaixonada pelo planeta terra, mas também tenho algum conhecimento de causa, já que trabalhei quase 5 anos em uma grande agência de intercâmbio e dar dicas, fazer as pessoas descobrirem pra onde e como iriam foi minha rotina nos últimos tempos.

Mas vamos ao que interessa, para viajar também existem os 10 mandamentos, e não segui-los vai torná-lo um viajante completamente pecador.

1º - Para onde eu quero ir????Tem gente que diz que simplesmente quer viajar, quer fugir, e não importa pra onde, só quer ir. MENTIRA!!!!

Se fosse assim bastaria um globo daqueles que giram e do seu dedo indicador, ai você giraria o globo e colocaria seu dedinho em qualquer lugar, comprava uma passagem pro destino sorteado e prontinho.
Cai entre nós, eu sei que você não quer fazer isso, vai que você faz aquele estilo praiano e seu dedo traidor te leva pro Alaska, vai que seu cofrinho não rendeu nesse ano e seu dedo sem noção aponta pra um Resort nas Ilhas Fiji.
Tem muita coisa a ser analisada, mas algumas perguntinhas básicas de você pra você mesmo podem te ajudar nessa escolha:

Quanto tempo de férias eu tenho? – Lembre que se tem apenas uma semana, o ideal não é gastar seus poucos dias em longas viagens, a não ser que seu sonho de criança era ter sido aeromoça.

Eu gosto de frio ou de calor? – Sei que alguns vão perguntar, e isso importa??? Claro que importa, você detesta inverno, maldiz o Papa a cada junho, julho e agosto nesse país e vai se meter em 1 mês caminhando, e escorregando na neve européia fantasiado de cebola de tantos blusões, cachecóis, touca e luvas que está vestindo? Querido viajante, só uma dica pra você, definitivamente você não vai gostar destas férias, suas maiores lembranças serão os dedos congelados e a boca dormente. E vamos relembrar as aulas de geografia galera, no hemisfério norte é inverno quando aqui, no hemisfério sul, é verão, e vice-versa. Tem gente que acabou de achar inútil essa dica, mas eu vou falar, tem muita gente que se confundi com isso. Mas toda regra tem exceção, e se seu sonho é conhecer New York City e só sobrou dezembro de férias no calendário da sua empresa, relaxe e economize pra comprar bons casacos.

Que lugares ou culturas mais me chamam atenção? Você certamente já viu algum Globo repórter na vida, já leu uma Viagem e Turismo no consultório do dentista, viu no Orkut da sua amiga fotos das últimas férias na Austrália ou ainda tem aquela tia super viajada que conta detalhe por detalhe de suas andanças pelo mundo, certo? Bom, então tem algum lugar no planeta que você já disse: É pra lá que eu vou!
O felling do lugar é sempre muito importante, mas antes de você bater o martelo tente se aprofundar mais neste lugar tão desejado, olhe na internet informações, fale com amigos que conhecem, entre em comunidades do Orkut que tenham pessoas que já foram ou estão lá e tire todas suas dúvidas, porque se não, você pode cair em roubadas. Por exemplo, você tem 20 anos, adora uma balada, é fã de uma cervejinha, e então escolhe passar as férias na casa do Tio Sam, Welcome to U.S.A!!! E adivinha, você não vai poder entrar em lugar nenhum, nem comer bobom de licor, e muito mesmo tomar um drink do Hard Rock Café, e sabe por quê??? Porque a maior idade nos Estados Unidos é 21 aninhos, e você vai ter que encarar uma realidade completamente diferente, que talvez você não quisesse.

Quanto eu posso gastar? Pensando melhor esta poderia ser a primeira pergunta, mas é sempre bom exercitar a imaginação antes de cair de cara na realidade. Gente, não dá pra viver de amor, e muito menos viajar de amor, juro que o comissário de vôo não vai lhe dar um assento na aeronave só em troca de um beijinho, mesmo que você fosse a Angelina Jolie. Agora vou partir do princípio que você já fez uma listinha de pelo menos 2 lugares que gostaria de ir e ai você vai fazer as contas.

  o Passagem aérea (normalmente a maior facada) – Se você quer os melhores preços e opções de vôo, primeiro você precisa comprar com antecedencia, se vai viajar na alta temporada (relacione alta com a época que TODO MUNDO viaja e não com verão igual alta, ou inverno igual a baixa) compre a passagem com o mínimo de 6 meses de antescedência, e se for viajar na baixa temporada compre no mínimo com 3 meses de antescdência. Os dias de alta e baixa temporadas variam de companhia para companhia aérea, e as vezes por um dia de diferença de embarque você economiza U$200. E segundo, PESQUISE, promoções relâmpagos são possíveis!!! Dica de site para pesquisa: http://www.decolar.com.br/
   o Hotel (indicado pra quem não abre mão de um banheiro privativo, e de mais tranqüilidade, e pode tirar mais dinheiro da cartola) ou Albergue (pra quem tá afim de curtição, festa, conhecer gente nova, e não se importa com estilo de banheiro vestiário esportivo, e claro que tá afim de economizar) – Dicas de sites para pesquisa: Hotel http://www.decolar.com.br/ e Albergue http://www.hostelworld.com/
   o Dinheiro para levar: Isso muda de estado para estado e de país pra país o ideal é recorrer ao pessoal que já foi, mas uma dica interessante é ter uma base de 50 por cada dia de estadia. Em países que a moeda é mais desvalorizada do que o real, como Argentina, Paraguai e África do Sul, 50 reais é uma quantia bem razoável pra comer, se locomover e até comprar uns souvenirs, em países que o valor da moeda é mais alto, o ideal é levar 50 por dia da moeda local, tipo 50 euros, 50 dólares e etc. E vamos a matemática, você vai ficar 10 dias na Itália (que usa o euro), são 10 dias x 50 euros, o que dá ao todo EUR 500, e ai você vai ter que consultar a cotação do euro para ver quanto isso dá em reais (e levar aquele susto básico).Dica de site para pesquisar cotações: http://www.cotacaoontime.com.br/

Consulte também o seu agente de viagens, que pode te dar uma mão nessa pesquisa toda.
Agora que você fez a listinha dos 2 lugares que gostaria de ir, comparou o custo dos 2 e conseguiu encaixar na sua verba disponível ou no tão querido PAItrocínio, você já tem o destino vencedor das tão sonhadas férias. Mas se ainda ficou em dúvida, tudo bem, eu deixo, APELA PRO MINHA MÃE MANDOU!!!

2º mandamento chega amanhã, aguardem.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pra refletir - Pra não se acomodar

"Embrenhei-me deliberadamente na floresta da vida. Busquei o perigo e o desafio, como os loucos buscam a noite, para ter certeza de que o sangue em minhas veias continua imune ao tédio, ao medo que costuma contagiar os demasiadamente sensatos e comedidos. Encontrei dois caminhos que se bifurcam e escolhi o menos trilhado.Foi aí que começou a diferença".
Walt Whitmann (1819-1892)

O começo

Definitivamente o mundo é muito grande para nos contentarmos em nascer, crescer, viver e morrer no mesmo lugar, ou naquela meia dúzia de mesmos lugares. Viajar é aprender, é descobrir o que há de melhor e pior de nós mesmos, que o próprio umbigo não é o centro do universo, que a diversidade do ser humano é a melhor escola que se pode entrar.

Eu posso dizer que eu nasci viajante, e devo isso aos meus pais. Nasci na capital gaúcha dia 24 de dezembro de 1986, no auge do verão, e adivinha só, na estação mais mágica do ano, estava eu aos poucos meses de vida de malas prontas rumo ao litoral. Com certeza não foi a maior das minhas aventuras, mas literalmente foram os primeiros passos.

Ano após ano as idas a praia se tornaram um vício, que eu cultivo até hoje. Não sei o que é passar o ano novo sem pular as sete ondinhas, sem acordar pela manhã e ir caminhar pela praia, ouvir o relaxante som das ondas, a tarde estender a canga na areia, bater papo furado com os amigos e com a família, tomar aquela cervejinha gelada ou uma caipirinha, e contemplar o pôr-do-sol . Óbvio que quando eu era pequena o meu negócio na praia tava mais pra fazer castelinhos de areia e virar um verdadeiro croquete humano, mas enfim, a gente cresce.

A primeira maior aventura que eu lembro foi a viagem até Mato Grasso do Sul de carro, meu pai tinha uma Toyota Bandeirantes bege, e eu tinha 5 anos. Me lembro até hoje que dentro daquele carro eu me sentia a maior criança do mundo, e tinha a sensação que meu pai podia passar por cima de todos os outros carros, quase um tanque de guerra (criança tem uns pensamentos malignos de vez em quando, não?). Seriam mais de 1.800 kms rodados (ida e volta), muitas bagagens, meu pai, minha mãe, eu, e pra completar o programa de índio, mais um bebê de 2 anos, meu querido irmão Marcelo. Tenho a lembrança de ter passado muito mal naquela viagem, aliás uma das lembranças mais nítidas daquela viagem era minha mãe com um balde e pano de chão limpando a lambança no carro. Cruzes, quem em sã consciência viaja tudo isso com 2 crianças, MEUS PAIS.

Mas na minha memória, aquelas semanas na fazenda de um tio-avô no interior do Mato Grosso do Sul foram a minha primeira maior aventura, porque andar de cavalo, andar de camionete pelos pastos vendo centenas de cabeças de gado, encontrar no tanque de lavar roupa a isca para pesca (cobras – imagina o susto), e toda aquela realidade tão diferente da cidade grande, me fez entender, mesmo sem saber como se chamava, o que era choque cultural.

Mais de 10 anos se passaram, e outras tantas viagens aconteceram, até eu decidir o que eu queria ser pro resto da vida, uma viajante, uma exploradora, uma descobridora, queria conhecer cada canto do mundo, queria olhar pra imagem de um globo terrestre e poder chamar de “lar”, conhecendo cada espacinho, como se fosse minha casa mesmo, queria incentivar outros a querer trilhar caminhos sem aquele medo do desconhecido e viajar pra ser feliz.

Aí descobri o que eu o nome da profissão que eu queria ter, e tenho que confessar que foi meio decepcionante, o nome era Turismóloga. Sei lá, não soa bem, e até o Word concorda comigo, porque acabou de dizer que tá errado e que não existe essa palavra, viu até o Word nega a existência disso. Uma profissão tão encantadora e atraente, e um nome tão brochante. Enfim, prefiro dizer Bacharel em Turismo, mais pomposo. Mas no momento só me intitulo estudante de turismo, porque já se foram 6 anos de faculdade e o diploma ainda não chegou na minha mão. Mas eu juro que eu já estou chegando no destino final, e vou virar uma Bacharel em Turismo.
Mas convenhamos que 6 anos de faculdade me renderam uma boa bagagem, foram mais de 3 universidades, alguns empregos na área de turismo, umas viagens bem interessantes, Estados Unidos(2005/2006), Argentina(2008), África do Sul(2009), Austrália(2009), Inglaterra, França e Espanha (2010) e muita história pra contar.

Espero que vocês gostem, porque é só o começo!